![]() O viverFodam-se as rugas Os pelos brancos a quase demência não me tira do sério
Se o tempo passou Pouco me importo Não tenho porque me importar O tempo é dono de si mesmo
Pulsa nas minhas artérias O sangue incontinente E festeja a minha alma o viver por mais um dia
A vida é como cera incandescente O pavil que queima lentamente O fluir das horas refletido na chama A luz da vela a imitar a lua cheia.
A luz afugenta a escuridão de quem abastece o fogo E viver é a chama do presente Num passado e furturo ausentes
Ora pois!
A cera que resta derretida é fruto de uma chama morta vez que o combustível se foi e a chama que por hora impera é viva apenas por agora
No mais
Melhor a tangente como saída talhada por ausência de regras Porque não há livros de normas que dê ao tempo o devido sentido
Ton Costa
Enviado por Ton Costa em 26/02/2025
Alterado em 26/02/2025 Comentários
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