voo de palavras

Infinita poesia

Textos

O viver

Fodam-se as rugas

Os pelos brancos

a quase demência

não me tira do sério

 

Se o tempo passou

Pouco me importo

Não tenho porque me importar

O tempo é dono de si mesmo

 

Pulsa nas minhas artérias

O sangue incontinente

E festeja a minha alma

o viver por mais um dia

 

A vida é como cera incandescente

O pavil que queima lentamente

O fluir das horas refletido na chama

A luz da vela a imitar a lua cheia.

 

A luz afugenta a escuridão

de quem abastece o fogo

E viver é a chama do presente

Num passado e furturo ausentes

 

Ora pois!

 

A cera que resta derretida

é fruto de uma chama morta

vez que o combustível se foi

e a chama que por hora impera

é viva apenas por agora

 

No mais

 

Melhor a tangente como saída

talhada por ausência de regras

Porque não há livros de normas

que dê ao tempo o devido sentido

 

 

Ton Costa
Enviado por Ton Costa em 26/02/2025
Alterado em 26/02/2025


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